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A mostrar mensagens com a etiqueta Património

Igreja Matriz

Igreja Matriz Embora não se lhe possa atribuir data de construção, já existia no século XIV. Certamente que não teria a actual configuração nem dimensão, nem tão pouco há a certeza de ser este o local onde a primitiva Igreja fora construída. Sabemos que foi reconstruída em princípios do século XX (1904) e teria ao longo dos tempos sofrido outras obras de beneficiação. A Torre foi construída em 1914, até então existia um campanário onde estaria colocado o sino e a entrada para o Coro ou Sobrado era feito por uma escadaria em meia-lua virada a Norte, sendo construída a actual na década de 40 do século passado. Como muitas outras, ou quase todas as Igrejas e Capelas, serviu também de cemitério até meados do século XIX e ali repousam milhares de Soitenses. O primeiro piano a animar a Igreja foi adquirido em 1923 e era tocado por uma senhora mais conhecida como Isabel Latoeira. Também a D. Angelita Avilez, esposa do Dr. José Garcia da Fonseca, tocava muito bem, quando vin...

O FORTE

              O Forte O Forte a que se refere o Padre Hipólito nas Memórias paroquiais de 1758 e que existiria desde há séculos atrás, terá sido destruído aquando das disputas fronteiriças, após a proclamação da independência em 1 de Dezembro de 1640, pois proclamar não significa restaurar e as pequenas invasões que se seguiram a esta data e durante 28 anos, principalmente nas zonas fronteiriças, deixaram um rasto de destruição e morte difíceis de avaliar. Os Castelhanos, invadiam as nossas terras, roubavam, incendiavam e destruíam. Os nossos retaliavam quando e como podiam. A prova de que a consolidação da independência foi dramática para esta região é que Braz Garcia de Mascarenhas, Governador de Alfaiates por volta de 1641/1643, travou duras batalhas com os vizinhos, das quais saiu vencedor. Não foi só no Soito que o rasto de destruição se fez sentir, também Aldeia da Ponte, Alfaiates, Malhada Sorda e outros povos, sofreram pesadas conseq...

AS CASAS DOS POBRES

As “ditas” Casas dos Pobres. Mandadas construir por volta de 1945, pelo Dr. José Nobre Martins, estas 14 casas, distribuídas por dois módulos diferentes, destinavam-se às pessoas pobres da freguesia tendo ficado entregues à Fabrica da Igreja. Deterioradas pelo tempo, o Sr. Padre António decidiu-se pela sua recuperação e em conjunto com a Câmara e com o apoio do programa Intervir, tornaram realidade esta obra que há muito exigia obras de beneficiação que foram relizadas em 2004. Nas primeiras seis, do número 83 ao 93, os trabalhos foram executados por mim e nas outras oito, as obras foram feitas por João Rito de Marcos. O Dr. José era filho de José Nobre dos Santos e de Maria dos Anjos Martins Garcia e estava casado com Porcínia Cândida dos Reis. Faleceu no dia 23 de Janeiro de 1969 aos 69 anos. O Soito deve estar grato a este benemérito que sobressaiu sobre os demais, seus contemporâneos, no aspecto social que ele tinha como prioridade, porém,...

Capela de Santo António

                                     2010 1968 Capela de Santo António Esta capela é a primeira do povo para quem vem de poente e consta que as argolas até há poucos anos fixadas nas suas paredes serviam para o Bispo atar a sua cavalgadura quando vinha a esta povoação nos tempos em que o cavalo ou a mula eram os únicos meios de transporte. Embora a inscrição aposta na torça da porta principal date de 1818, a primitiva capela é com toda a certeza, do século XVII ou anterior, pois em 1758 já existiam no Soito todas as actuais capelas à excepção da capelinha de Santa Inês que foi mandada construir por um particular, proprietário dos terrenos adjacentes, o Sr. Manuel António da Fonseca. (Patriarca da família Garcia da Fonseca) Ainda quanto à capela de Santo António e devido à subida do nível dos terrenos adjacentes que obrigavam a água a entrar no pavimento que ficara mais b...

Capela da Misericórdia

Capela da Misericórdia Esta capela, (a antiga) foi a sede da Irmandade da Misericórdia do Soito que já existia em 1671, conforme Alvará Régio do dia 4 de Maio e também a ela se refere o Padre Hipólito em 1758 e estava localizada no sítio da Carreira e todo o espaço envolvente fazia parte da Eiras públicas. A sua exacta localização era uns metros além da actual entrada do Cemitério e ainda hoje existe um pedaço de muro em pedra de granito como seu resíduo. Nas antigas actas e outros documentos da Misericórdia é referida muitas vezes como Capela da Santa Casa. Com a construção do Cemitério, em 1836/37, ficou envolvida por este. Foi transferida para a actual localização em 1934. Foi reconstruída em 1992 pela Irmandade da Santa Casa da Misericórdia. Teve durante tempos incontáveis um papel relevante na vida do povo do Soito, já que para além de ali se realizarem muitos enterros antes da existência do Cemitério, basta recordar que em apenas cinco anos (entre 10 ...

O Calvário 2005

O Calvário As origens deste templo perdem-se na bruma da história, embora a sua localização e arquitectura fossem noutros tempos diferentes das que são hoje. O Cruzeiro assente (até há poucos anos atrás) junto ao pilar Noroeste data de 1714, mas ali próximo, já existia muito antes, uma rudimentar construção aonde era comemorado o sacrifício de Cristo e onde iam orar muitos dos nossos antepassados. Durante mais de um século, a sua conservação e até a reconstrução, esteve a cargo da Santa Casa da Misericórdia que regista as despesas nas obras feitas. Já em 1857 esta instituição gastou 5.180 reis para a sua “ compostura ”, porém em 1873 foi de algum modo reconstruído, pois que foram gastos 6.500 reis e no ano seguinte foram pagos 17.000 reis ao Cardepe pela conclusão do Calvário, também nesse ano foi vendida a madeira velha dali retirada por 800 reis. Em 1881 volta a haver nova compostura no valor de 10.000 reis e em 1885: um véu preto para o Calvário; 9.500 reis. Em...

Capela de Santo Amaro

Capela de Santo Amaro Santo Amaro Foi um dos Santos mais venerados na região e também no Soito, a capela é de construção anterior a 1758 pois já nesta data era grande a devoção a este Santo ao ponto de virem, em grande número, romeiros de outras terras e de na ” capela se encontrarem mais de 200 muletas de pau trazidas pelas pessoas curadas que aqui vinham agradecer ao Santo por ser muito milagroso”.In Memórias Paroquiais de 1758" À semelhança do que acontecia em outras capelas, também esta acolheu os restos mortais de alguns Soitenses, basta dizer que desde o dia 19 de Agosto de 1831 até 7 de Julho de 1832 foram ali a enterrar 33 corpos, dos quais vinte tinham dois ou menos anos de idade e apenas cinco tinham mais de 40 anos. Em Dezembro de 1831 foram ali feitos cinco funerais, em Março de 1832 foram seis e em Maio quatro. O altar foi dourado em princípios de 1966 e custou 3.530$00. Cioso do seu Santo, o povo do Bairro a quem o Santo deu nome, têm po...
Capela   de Santa Barbara À semelhança de todas as outras também esta é anterior a 1758. Situada a Noroeste da povoação. Próximo do Colégio e das Escolas, hoje a um nível inferior à Avenida a quem deu nome devido à elevação dos terrenos e apesar de o piso interior já ter sido elevado cerca de 30 cm , está limitada ao seu próprio espaço e a um pequeno recinto que até à construção da estrada era bastante mais amplo. Tal como as restantes capelas, construídas em granito, também já esteve rebocada e caiada exteriormente, encontrando-se desde há pouco mais de uma década com a aparência tanto quanto possível semelhante à original, graças à iniciativa dos mordomos de então. À semelhança do que aconteceu com as capelas de Santo Amaro e da Misericórdia, também esta capela acolheu dezenas de corpos durante a segunda metade do século XIX, principalmente na década de sessenta. Embora o Cemitério tenha começado a ser utilizado em 1838, exactamente em 5 de Fevereiro, depress...
                                     Capela de Santa Inês Esta capelinha foi mandada construir em razão de uma promessa feita pelo casal patriarca da família Garcia da Fonseca do Soito se os filhos não fossem mobilizados para a primeira Guerra Mundial. Ele chamava-se Manuel António da Fonseca e ela Maria Garcia Marques, casados no dia 2 de Março de 1878. Os três filhos com idade mobilizável eram aquele que foi o Dr. João José Garcia da Fonseca, nascido em 22 de Janeiro de 1879, José Alfredo nascido no dia 14 de Novembro de 1884 e o Dr. António Manuel que foi conselheiro e nasceu no dia 19 de Março de 1891. Nenhum deles foi mobilizado, ao contrário do capitão Carlos Carrilho Quinteiro, nascido no dia 16 de Março de 1879, logo, da idade do Dr. João José e que foi incluído no Primeiro Corpo Expedicionário Português “embarcando” no dia 19 de Agosto de 1917 conforme documentos. A...

Capela de São Modesto

                                                     A Capela de São Modesto A primitiva capela de São Modesto estava implantada no hoje Largo Engenheiro Engrácia Carrilho e foi demolida em finais de 1946 para dar lugar ao Chafariz da Praça. A actual foi construída fora da povoação, do lado nascente, a cujo bairro, posteriormente construído, foi atribuído o nome do Santo. Construída a um nível superior, era acedida por uma pequena escadaria virada a norte tendo plantada quase em frente à porta principal uma árvore de grande porte, chamada álamo e que também foi arrancada pelo motivo atrás referido. Esta antiga capela, que muitos dos nossos conterrâneos mais velhos ainda recordam, talvez por ser a mais bem localizada, a meio da povoação, foi palco de milhares de celebrações e cerimónias religiosas do povo do Soito. É desta Capela que...

Capela do Espirito Santo

Capela do Espírito Santo Esta capela é, possivelmente, a mais antiga e a que sofreu menos danos ou as menores alterações arquitectónicas à traça original, pelo menos no seu exterior. Não é fácil provar que terá sido, porventura, uma das primeiras a ser construída e que terá eventualmente albergado a Matriz desta povoação em tempos mais remotos, mas isso permanecerá uma incógnita até que alguém o possa provar documentalmente. À semelhança de outras capelas que temos referido, também esta teve um papel histórico na fé do povo do Soito e nela repousam dezenas de Soitenses que na ausência de cemitério e por falta de espaço na Igreja Matriz, aqui lhes foi dada a última morada. Com festa no próprio dia do Espírito Santo e desde tempos antigos da responsabilidade dos rapazes solteiros, que serviam como mordomos, raramente faltava a Banda de música e foguetes para animar os festejos e as pessoas que participavam. Devido à emigração e porque a maioria dos rapazes rumou a outras...