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Mensagens

Casamentos de pessoas vindas de "fora" 1624-1689

23 de Setembro de 1624: António Pires Barroso, natural de Vale de Espinho com Madanela Lourenço filha de Paulo Lourenço e de sua mulher. 16 de Janeiro de 1625: Francisco Nunes, natural de Sortelha com Catarina Gonçalves, filha de Francisco Gonçalves e de Catarina Gonçalves. 17 de Janeiro de 1645: Francisco? Da vila do Sabugal com Maria Nabais que veio de Vale de Espinho. 8 de Abril de 1652: Sebastião Gonçalves, natural da Nave, com Maria Nabais, filha de Francisco Nabais e de Paria Pires. 27 de Fevereiro de 1656: Maria Josefa, natural das Casas do Osendo, com Pedro Gonçalves, deste lugar. 13 de Dezembro de 1656: Manuel de Andrade Telles, morador no lugar da Moita, Bispado da Guarda, com Isabel Moreira. 17 de Setembro de 1657: Maria Martins, do Casteleiro, com Domingos Vaz. 26 de Janeiro de 1659: Catarina Moreira que veio da Moita com Afonso de Amaral, irmão do tenente. 2 de Fevereiro de 1660: Domingos Fernandes, da vila de Alfaiates, com Maria Afonso. 1 de Maio de ...

O Cruzeiro da Francesa

Situado na Marsoba no antigo caminho de Aldeia da Dona, a escassos metros da estrada de Alfaiates, é datado de 1879: Consta que neste local foi morta uma cidadã Francesa que acompanhava as tropas do seu País aquando das invasões de 1808/1814, e que por ali se deslocavam. Talvez por estas terem saqueado o Soito e assassinado mais de duas dezenas de pessoas, os restantes habitantes, revoltados, se tivessem vingado da afronta que sofreram perseguindo os franceses e então tivessem morto esta cidadã que porventura se tivesse perdido do grosso da coluna. A data não condiz, mas há mais algumas na mesma situação o que quer dizer que quando fizeram o cruzeiro não sabiam a data, tal como acontece na capela de Santo António cuja data é posterior talvez muito mais de um século á da sua construção, já que em 1758 já existia.

Cruzeiro das Teixugueiras

Diz a tradição oral que este cruzeiro faz lembrar a morte de um homem que roubava mel das colmeias existentes ao redor do local. Segundo testemunhos, que podem já ter sido adulterados, logo, diferentes da realidade de então: constava que o mel desaparecia das colmeias e que os proprietários se postaram de guarda, numa noite, esperando que o suposto ladrão aparecesse. Não se sabe se o homem aqui assassinado era o verdadeiro ladrão, se era o proprietário, ou um simples viajante que passava no local errado. O registo de óbito nº 26 do dia 1 de Julho de 1903 diz que “foi encontrado morto, pelas quatro horas da manhã, presumindo-se que assassinado, no sítio das “Teixugueiras” um individuo do sexo masculino por nome José Augusto Pereira, solteiro, ferrador de 28 anos de idade, filho de José Pereira ferrador e de Joaquina Martins Antão, proprietária, naturais da freguesia do Souto.” Foi sepultado no cemitério público do Sabugal! O vigário Manuel Nunes Garcia. Te...

Cruzeiro do Ti Zé Augusto

Situado no lado direito, no caminho que conduz do Robalbo à ponte da Granja, este Cruzeiro lembra a intolerância, a prepotência e o negativismo das forças da ordem de então e da lei que as regia, assim como o baixo conceito em que era tida a vida humana num país que havia sido o primeiro da Europa a abolir a pena de morte mas que na prática, a ela condenava sem julgamento. Ali foi assassinado pelas forças da Guarda Republicana, quando transportava odres de azeite no seu cavalo, destinados ao comércio afim de por este meio poder subsistir, ele e a família, no dia 27 de Agosto de 1954 José Augusto Ventura nascido no dia 28 de Outubro de 1914, filho de Manuel Ventura e de Aurelina Jorge. Casou no dia 28 de Novembro de 1936 com Maria Rosa Nunes Alfaiate e deixou 5 filhos quatro deles menores. Mandado parar pelos agentes, não obedeceu, certo de que lhe seria apreendido o produto que transportava mais o cavalo, podendo também ir preso caso fosse apanhado, em resultad...

Cruzeiro do Ti Dora

Este Cruzeiro no qual não constam datas, está situado do lado esquerdo, na estrada que segue para Alfaiates, mas o seu local até à rectificação do traçado da estrada, era uns 50 a 60 metros para poente, na antiga estrada, hoje terreno particular. Chamado de Cruzeiro do Ti Dora, lembra a memória de um Soitense, de apelido Dora, mas cujo nome era Manuel Lopes, nascido no dia 29 de Março de 1857, filho de João Lopes e de Maria Gomes. Casou no dia 8 de Maio de 1886 com Isabel Maria Nunes Dias, filha de António Nunes Dias e de Maria do Carmo Antunes. Teve um filho no dia 5 de Janeiro de 1886, quatro meses antes da sua morte, aos 31 anos, que ocorreu no dia 3 de Maio de 1888 ás cinco horas da tarde, assassinado, aquando das disputas com os vizinhos de Alfaiates pela posse dos terrenos fronteiriços ás duas freguesias. Esse filho: José Augusto Lopes casou no dia 1 de Fevereiro de 1909 com Maria dos Anjos Manso Rito, filha de Bernardo Manso Rito e de Mariana Alves. Est...

Cruzeiro do João Namoros

Colocado no cruzamento de Nossa Senhora de Fátima com o antigo caminho de Vila Boa, local conhecido pelos mais velhos como Castanheiros de João Namoros. Este cruzeiro é datado de 1919, mas sabemos pela tradição verbal que tem sido transmitida de pais a filhos, que este acontecimento teve lugar talvez há mais de século e meio, já que pessoas há muito falecidas diziam ter ouvido tal testemunho aos seus pais que por sua vez já o tinham recebido dos seus. Conta a historia que um moço do Soito namorava em Vila Boa talvez contrariando a vontade dos pais, e que numa bela noite, como o teria feito já outras mais, colocou um molho de palha debaixo das mantas para que os pais não dessem por falta dele e aí vai ele caminho fora ver a sua amada. Nessa trágica noite, a mãe acordou atormentada por um sonho no qual via o filho a ser devorado pelos lobos, aflita clama para que o marido vá ver se o filho está deitado, o homem lá foi e sob a luz ténue de alguma candeia, olh...

Igreja Matriz

Igreja Matriz Embora não se lhe possa atribuir data de construção, já existia no século XIV. Certamente que não teria a actual configuração nem dimensão, nem tão pouco há a certeza de ser este o local onde a primitiva Igreja fora construída. Sabemos que foi reconstruída em princípios do século XX (1904) e teria ao longo dos tempos sofrido outras obras de beneficiação. A Torre foi construída em 1914, até então existia um campanário onde estaria colocado o sino e a entrada para o Coro ou Sobrado era feito por uma escadaria em meia-lua virada a Norte, sendo construída a actual na década de 40 do século passado. Como muitas outras, ou quase todas as Igrejas e Capelas, serviu também de cemitério até meados do século XIX e ali repousam milhares de Soitenses. O primeiro piano a animar a Igreja foi adquirido em 1923 e era tocado por uma senhora mais conhecida como Isabel Latoeira. Também a D. Angelita Avilez, esposa do Dr. José Garcia da Fonseca, tocava muito bem, quando vin...